28 de agosto de 2026

Sindjus-AL divulga a publicação “Respeite as mulheres!” no Agosto Lilás

Material orienta sobre as diferentes formas de violência contra as mulheres, sinais de alerta e canais de denúncia e acolhimento

Como parte das ações do Agosto Lilás, campanha de enfrentamento à violência contra as mulheres, o Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário Federal em Alagoas (Sindjus-AL) disponibiliza a publicação “Respeite as mulheres!”. O material tem o objetivo de ampliar a informação e a conscientização sobre a violência doméstica e familiar, contribuindo para que mulheres conheçam seus direitos, identifiquem situações de violência e saibam onde buscar ajuda.

A campanha também reforça a importância da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), criada para estabelecer mecanismos de prevenção, proteção e enfrentamento à violência contra a mulher. A cartilha destaca que toda mulher, independentemente de classe, raça, etnia, orientação sexual, renda, cultura, nível educacional, idade ou religião, tem direito a viver sem violência e com a preservação de sua saúde física e mental.

O material busca contribuir para que mais pessoas reconheçam situações de violência, conheçam os direitos das mulheres e saibam quais caminhos podem ser buscados para obter proteção e apoio.

Violência pode assumir diferentes formas

Um dos principais objetivos da publicação é mostrar que a violência contra a mulher não se limita à agressão física. A publicação apresenta cinco formas de violência: física, psicológica, sexual, patrimonial e moral.

A violência física envolve condutas que ofendem a integridade ou a saúde corporal da mulher, enquanto a violência psicológica pode provocar dano emocional e redução da autoestima, incluindo ameaças, humilhações, chantagens, críticas e isolamento.

Já a violência sexual ocorre quando a mulher é constrangida a presenciar, manter ou participar de relação sexual não desejada. A cartilha também aborda a violência patrimonial, relacionada à retenção, subtração ou destruição de bens, documentos, instrumentos de trabalho e valores pertencentes à mulher, além da violência moral, que inclui situações de calúnia, injúria, difamação e exposição da vida íntima.

Entenda o ciclo da violência

A publicação também explica o chamado ciclo da violência doméstica, apresentado em três fases: aumento da tensão, ataque violento ou explosão e a chamada “lua de mel”.

Na primeira fase, podem surgir raivas, insultos, ameaças e xingamentos. Em seguida, ocorre a explosão da violência, que pode envolver agressões físicas. Na terceira fase, o agressor pode pedir desculpas, fazer promessas de mudança, oferecer presentes e demonstrar carinho, criando uma aparente sensação de que a situação foi resolvida.
A cartilha alerta, entretanto, que essa fase de aparente tranquilidade não significa necessariamente o fim da violência, podendo contribuir para a continuidade e intensificação do ciclo.

Atenção aos sinais de alerta

Outro conteúdo importante da publicação é a identificação de comportamentos que podem representar sinais de uma relação potencialmente violenta. Entre eles estão o comportamento controlador, o rápido envolvimento amoroso, expectativas irreais, descontrole emocional, crueldade contra animais, agressões verbais e comportamento de negação ou transferência de responsabilidade pelos atos praticados.

A orientação é que situações de violência não sejam naturalizadas ou tratadas como problemas exclusivamente privados. Procurar apoio de pessoas de confiança, profissionais, serviços especializados e autoridades pode ser fundamental para interromper o ciclo da violência.

Onde buscar ajuda

A publicação reúne os principais canais de atendimento e denúncia disponíveis para mulheres em situação de violência. Entre eles estão a Central de Atendimento à Mulher – 180, o Disque Denúncia – 181, a Polícia Militar – 190 e o SAMU – 192.

O material também apresenta contatos da Casa da Mulher Alagoana Nise da Silveira, das Delegacias de Defesa da Mulher em Maceió e Arapiraca, da Delegacia Virtual e da Patrulha Maria da Penha.

Respeite as mulheres. A violência não deve ser silenciada.

ACESSE: Cartilha Agosto Lilás – Respeite as Mulheres

28 de agosto de 2026

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