Ato do Dia do Trabalhador marca a luta pela redução da jornada de trabalho sem redução de salário
Entidades e centrais sindicais realizam o ato unificado do Dia do Trabalhador nesta sexta-feira (1º de maio), com concentração a partir das 8 horas, no início da Pajuçara (antigo clube do CRB).
As pautas tratam da redução da jornada sem redução de salário; do fim da escala 6×1; do combate ao feminicídio; do combate à pejotização; do fortalecimento das negociações coletivas e pelo direito aos servidores públicos; da regulamentação do trabalho em aplicativos; da demarcação, titulação e reforma agrária; contra o arcabouço fiscal; pela soberania sobre as terras raras e da reestatização da BR Distribuidora; contra as privatizações e ao sucateamento dos serviços públicos.
O Dia do Trabalhador é um grito contra as jornadas exaustivas e os salários arrochados; contra o aumento da violência contra mulheres, negros, LGBTs e indígenas.
A escala 6×1 é um retrato brutal da superexploração atual: trabalhar seis dias para descansar apenas um, sem tempo para viver, ter lazer, estudar, cuidar da família ou da própria saúde.
O 1º de Maio
O Dia do Trabalhador remonta ao 1º de maio de 1886, quando uma greve foi iniciada na cidade norte-americana de Chicago com o objetivo de conquistar melhores condições de trabalho, principalmente a redução da jornada diária, que chegava a 17 horas. Durante a manifestação, houve confrontos com a polícia, o que resultou em prisões e mortes de trabalhadores. As lutas operárias culminaram em uma série de direitos, previstos em leis e sancionados por constituições.




