23 de novembro de 2021

Dia da Consciência Negra é marcado pela luta contra  a exploração e pelo Fora Bolsonaro

As entidades sindicais, centrais sindicais e movimentos sociais realizaram manifestação na Serra da Barriga, em União dos Palmares, no  Dia da Consciência Negra, 20 de novembro, contra a exploração, opressão, contra a privatização e pelo Fora Bolsonaro.

Paulo Falcão, coordenador Jurídico do Sindjus-AL e membro da CSP-Conlutas, relata que as atividades do Dia da Consciência Negra tiveram uma importância fundamental em todo o país e em Alagoas. “Tivemos a oportunidade de colocarmos nas ruas a discussão sobre a necessidade histórica que é a impossibilidade de separar a luta contra a exploração capitalista e o combate ao racismo. Foi dessa maneira que, em Alagoas, subimos a Serra da Barriga com os movimentos sindicais, quilombolas, movimentos de resistência e de luta da classe trabalhadora, movimento estudantil para de forma simbólica ecoar o nosso grito de liberdade, expressando toda nossa revolta contra esse sistema opressor e explorador, que aflige toda a classe trabalhadora. Estivemos na Serra da Barriga para lembrar Zumbi, Dandara, Luiza Mahin, Tereza de Benguela e todos os nossos ancestrais quilombolas que lutaram de forma implacável contra a classe dominante e contra o sistema”.

O sindicalista destaca também o grito Fora Bolsonaro e Mourão Já! “Primeiro, porque quem tem fome não pode esperar até as eleições do próximo ano e segundo, porque temos que construir uma saída classista para enfrentarmos todos esses ataques desse governo e de qualquer outro governo que venha ser eleito no próximo ano. Precisamos construir um projeto que se choque com a necessidade imediata de derrubar Bolsonaro e interromper a barbárie histórica no país contra os trabalhadores negros, negras e pobres. Não vamos tolerar mais ameaças autoritárias desse governo, bem como não vamos tolerar superexploração e a miséria invadindo nossas vidas”, disse.

O dirigente do Sindjus-AL ressalta que as trabalhadoras e trabalhadores estão sofrendo com as consequências da reforma trabalhista, da reforma previdenciária, e a agora com a reforma administrativa que, se for aprovada no Congresso Nacional, será a destruição total dos serviços prestados pelo Estado, e os problemas sociais irão aumentar cada vez mais. Quem vai sofrer as consequências é a parte mais pobre da sociedade, que é a classe trabalhadora.

“O ato reuniu lutadores e lutadoras para dar um basta à política de entrega das riquezas e dos nossos direitos. Foi um ato importantíssimo de luta e resistência, que nossa classe foi às ruas para dizer não a esse tipo de modelo de exploração e de opressão que se encontra enraizado em nosso país. Do alto da Serra da Barriga, dizemos Fora Bolsonaro e Mourão Já! Fora Sérgio Camargo, Palmares não é lugar de capitão do mato, por uma política de reparação histórica ao povo negro. Não vamos pagar a conta da inflação, pela redução e congelamento dos preços de alimentos, medicamentos, energia elétrica, combustível e água, contra todo tipo de privatização. Lutamos pela demarcação dos territórios quilombolas e indígenas já! Reforma agrária e urbana já! E vamos continuar nas ruas em defesa dos serviços públicos de qualidade para todos gratuitamente e contra todas as formas de exploração e opressão da classe. Viva a luta internacional da classe trabalhadora!”, defendeu o sindicalista.

23 de novembro de 2021

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