20 de outubro de 2021

Mobilização dos servidores tem enfraquecido a PEC 32. É preciso continuar com a luta

A forte mobilização das servidoras e servidores públicos tem enfraquecido a reforma administrativa (PEC 32/20) do governo Bolsonaro e Guedes. Por isso, a pressão sobre os parlamentares precisa ser intensificada. Essa foi a avaliação das entidades que participaram da reunião da Frente Parlamentar do Serviço Público, na segunda-feira (18).

Pela Fenajufe, participação da coordenadora Lucena Pacheco e dos coordenadores Fabiano dos Santos e Roberto Policarpo.

Um dos coordenadores da Frente, deputado Rogério Correia (PT-MG), lembrou que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), por saber que não tem os 308 votos em plenário, não pautou a reforma administrativa para esta semana – o que não significa também que não possa fazê-lo se assim achar conveniente.

Para o deputado, outros dois pontos pesam contra Lira e o governo numa eventual votação nos próximos dias. Um: a proximidade com o dia dos professores, comemorado na última sexta (15) e que gerou e está gerando forte repercussão nas redes; e dois: o dia do servidor público na próxima semana (28 de outubro) e que será um dia nacional de mobilização.

De acordo com matéria do Valor Econômico, Arthur Lira afirmou a interlocutores que a PEC 32 ficará na gaveta até ocorrer “mobilização” dos setores interessados em aprová-la. Ou seja, o governo – que não estaria interessado por causa do desgaste em ano pré-eleitoral – e o mercado, que não gostou do texto aprovado na comissão especial.

Para o coordenador da Fenajufe Fabiano dos Santos foi muito importante, e um movimento acertado das entidades, o posicionamento contrário à totalidade da PEC 32 para que a proposta seja derrotada por completo na Câmara. Fabiano reforçou, ainda, que a batalha não está ganha: “o processo de mobilização precisa avançar e se intensificar com firmeza e unidade”.

Além dos atos em Brasília, o diretor lembrou da tarefa das entidades na construção do dia 28 de outubro como um dia de nacional de luta contra a destruição dos serviços públicos.

R$ 20 milhões

No início do mês, o assessor da Frente, Vladimir Nepomuceno, denunciou a cartada desesperada do governo para aprovar a reforma administrativa: o valor de R$ 20 milhões em emendas parlamentares não impositivas, que não têm sua execução obrigatória no Orçamento da União, para tentar atingir os votos necessários. No entanto, mesmo com essa barganha, os deputados estão preocupados com as eleições de 2022 porque por onde andam se deparam com o “se votar não volta” dos servidores pelo País.

 

Com informações da Fenajufe – Raphael de Araújo

20 de outubro de 2021

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