17 de junho de 2021

Ato nacional 19J contra Bolsonaro, por vacina, contra a PEC 32 e em defesa dos serviços públicos acontece neste sábado

Rumo à Greve Geral Sanitária e Fora Bolsonaro e Mourão, já!

Povo na rua novamente

Os movimentos sociais, centrais sindicais, sindicatos e população vão às ruas novamente no ato nacional 19J contra Bolsonaro, contra a reforma administrativa, PEC 32, por vacina, em defesa dos serviços públicos, dos direitos e da vida, neste sábado (19). Em Maceió, a concentração será na Praça Centenário, a partir das 9 horas. As medidas sanitárias serão preservadas na manifestação. O uso de máscara é obrigatório, bem como o distanciamento e álcool em gel.

A manifestação dará continuidade à mobilização em 29 de maio, que levou milhares de pessoas às ruas contra o governo Bolsonaro, que não priorizou a compra de vacinas, mas incentivou o uso de medicamentos sem eficácia. Com o avanço da pandemia, mais de 490 mil pessoas foram mortas pela covid-19, além de falta de medicamentos, leitos, insumos nas UTIs, agravando a crise sanitária e o colapso do sistema de saúde.

Em meio à tragédia da pandemia, o desemprego atinge 13,9% entre os trabalhadores formais e alcança 30% entre os jovens. No Brasil, 117 milhões de pessoas vivem em situação de insegurança alimentar e 19 milhões passam fome.

O governo Bolsonaro acelera a privatização da Eletrobrás, Correios e Petrobrás, atuando pela destruição da soberania do país e desmonte de qualquer papel de proteção social do Estado Brasileiro. Bolsonaro encaminhou a reforma administrativa que visa acabar com os serviços públicos para entregá-los à iniciativa privada. A PEC 32 põe fim a estabilidade dos servidores que é a garantia da população contra a influência política no serviço público. A estabilidade evita o aparelhamento político, a falta de serviço de qualidade e a destruição do serviço público. A PEC 32 abre espaço para a corrupção e as ‘rachadinhas’.

No Meio Ambiente, Bolsonaro e o seu ministro Ricardo Salles, que utilizou a expressão “passar a boiada” na pandemia, priorizam o desmonte das políticas de proteção ambiental, como o Ibama e ICMBio. Salles é acusado por agentes da Polícia Federal de intermediar diretamente os interesses dos desmatadores, que lucram com a venda ilegal de madeira e da grilagem de terras. Bolsonaro também faz grave ameaça à democracia, preparando terreno para um golpe, caso não ganhe as eleições.

A CSP-Conlutas, juntamente com o Sindjus-AL, defende a construção de uma greve geral sanitária, contra os desmandos do governo Bolsonaro. Veja as bandeiras defendidas pela CSP-Conlutas:

– Vacina para todos, já, com a quebra de patentes;

– Auxílio emergencial de pelo menos 600 reais;

– Garantia de emprego e direitos;

– Redução e congelamento dos preços dos alimentos, aluguel, tarifas, combustíveis e gás e de cozinha;

– Contra a Reforma Administrativa, em defesa de emprego e direitos;

– Contra todas as privatizações;

– Não ao retorno às aulas presenciais sem vacinação completa de todos e todas e condições sanitárias adequadas;

– Escolas fechadas, vidas preservadas;

– Não dá para esperar 2022, vamos seguir as mobilizações, rumo a uma greve geral sanitária;

– Em defesa dos povos originários;

– Defesa do SUS. 10% do PIB para a saúde já!

– Chega de ameaça golpista. Ditadura nunca mais;

– Contra toda forma de violência ao povo pobre, negros e negras, mulheres, LGBTs, povos indígenas, comunidades tradicionais e população idosa;

– Suspender o pagamento da dívida pública aos banqueiros;

– Taxar as grandes fortunas;

– Estatizar a saúde privada e os bancos e impedir a fuga de capitais para fortalecer o SUS e as políticas sociais;

– Despejo zero e defesa de um plano de moradias populares;

– Combater a implantação do decreto 10.620/21 e sua abrangência nos fundos previdenciários próprios, lançando campanha sobre o seu significado.

– Fora Bolsonaro e Mourão;

Rumo à greve geral sanitária!

17 de junho de 2021

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