15 de outubro de 2020

Dia do Professor é dia de luta pela Educação e serviços públicos, contra a reforma Administrativa

O dia do Professor, 15 de outubro, é data de resistência e luta da classe trabalhadora contra a reforma Administrativa, pela garantia da Educação e dos serviços públicos. O dia de luta foi referendado na Reunião Ampliada da Fenajufe, realizada no sábado (10).

O Sindjus-AL, filiado à CSP-Conlutas, também reforça a campanha nacional permanente “Escolas Fechadas, Vidas Preservadas. Volta às aulas presenciais, só depois da pandemia”, contra a volta às aulas presenciais em meio a pandemia.

A luta contra a reforma Administrativa, PEC 32/2020, visa a impedir que os governantes substituam os servidores concursados por seus “cabos eleitorais” e precarizem os serviços públicos. A reforma prevê o fim da estabilidade que não é nenhum privilégio individual do servidor, mas sim a garantia mínima da impessoalidade (tratar a todos do mesmo modo), para que o trabalhador público tenha autonomia em seu trabalho, podendo denunciar, dificultando que seja coagido a tomar decisões de ocasião ou a privilegiar pessoas e grupos determinados em detrimento de outros.

O que o governo e o Congresso não dizem é que a reforma vai privatizar os serviços públicos e fazer caixa para pagar a famigerada dívida pública aos banqueiros, que consome mais de um R$ trilhão por ano. Também não dizem que grandes empresários estão de olho na comercialização desses serviços, na saúde e na educação, por exemplo, como forma de aumentar seus lucros. Querem fazer essa reforma para que empresários vendam os serviços que o Estado tem o dever de prestar à população, sobretudo a mais carente que dele depende.

O dia de luta é um marco para intensificar a luta contra a reforma administrativa, defender mais recursos para a saúde, a educação, o transporte e a moradia, bem como fazer avançar a valorização dos servidores públicos.

É importante também alertar familiares, estudantes, comunidade acadêmica e toda a população sobre a importância de defender a Educação e os educadores – que estão sendo pressionados para o retorno escolar, mesmo sem a vacina e curva elevada da doença de Covid-19 no país, que já matou mais de 150 mil pessoas em poucos meses.

De acordo com último Censo Escolar, as escolas públicas têm 37,8 milhões de alunos matriculados no ensino fundamental e médio, além dos mais 2,5 milhões de professores que lecionam no país. Pessoas que estarão circulando e sendo expostas ao risco de contaminação e de levar a doença para seus familiares. As Secretarias de Educação estão dizendo que vão garantir protocolos de segurança para combater a pandemia. No entanto, mesmo antes da pandemia, as escolas já refletiam uma brutal precariedade, com falta de produtos básicos de higiene e com salas de aulas superlotadas.

Os governos querem a reabertura das escolas porque lucram com isso. O que está em jogo é o interesse mercadológico, com o processo de privatização, através de parcerias público-privadas, com o objetivo de transferir as aulas online para empresas de educação especializadas neste tipo de serviço. Vamos dizer não!

Com informações da CSP-Conlutas

15 de outubro de 2020

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