28 de novembro de 2019

Plenária dos trabalhadores aprova mobilização nacional em 18 de março

Calendário aponta ainda semana de mobilização de 2 a 6 de dezembro

 

A Plenária Nacional dos Servidores Públicos em Brasília, convocada pelas centrais sindicais, definiu ações contra MP 905 e as PECs 186, 187, 188, que reduzem direitos dos trabalhadores e aposentados, tanto da iniciativa privada quanto do setor público. A Fenajufe participou da Plenária, que reuniu servidores públicos.

As entidades aprovaram um plano de ação com 14 pontos que orientam as atividades a serem desenvolvidas com foco no combate ao desmonte dos direitos e um Manifesto que denuncia as medidas do governo. No documento é apontada a necessidade de frear a privatização, ou seja, a entrega do patrimônio nacional às empresas estrangeiras.

– Contra as privatizações e os pacotes do governo Bolsonaro que querem acabar com os serviços públicos e reduzir salários e direitos de quem atende a população.

– Pela rejeição da MP 905 do governo que significa o extermínio de direitos e o aumento da miséria da classe trabalhadora.

– Basta de ataques às organizações dos trabalhadores; em defesa das liberdades democráticas; contra os planos ultraliberais de Bolsonaro e Guedes.

 

A Plenária foi ainda o momento de um ato político pela união dos trabalhadores em defesa do Brasil. Para construir essa unidade, expositores destacaram a importância das categorias abraçarem as pautas transversais de mulheres, negros, LGBTQ+, juventude, meio-ambiente, entre outras, que unificarão a luta e assim levarão o povo às ruas.

 

O plano de ações unitárias aprovado é o seguinte:

– Realizar ampla divulgação do manifesto aprovado na Plenária, convidando as entidades democráticas, sindicais, sociais e civis a assinarem o manifesto em apoio ao movimento.

– Criar um comando unitário nacional e frentes únicas nos Estados para organizar um trabalho nos parlamentos e na base, unificando as mobilizações e lutas de forma a amplificar suas narrativas e argumentos junto à opinião pública e meios de comunicação.

– Unificar o trabalho parlamentar de todas as entidades nas duas Casas do Congresso Nacional, nas assembleias estaduais e nas Câmaras municipais de forma a potencializar as posições em defesa dos serviços públicos, das empresas públicas e estatais, do Brasil e dos trabalhadores e trabalhadoras.

– Articular e potencializar o trabalho de comunicação de todas organizações e entidades inseridas nesta batalha, visando atingir de forma intensa a comunicação junto à opinião pública. Neste sentido, indicamos uma reunião de todos os setores de comunicação das entidades sindicais para discutir uma campanha publicitária unificada de defesa dos serviços públicos e das estatais.

– Potencializar a repercussão das ações junto aos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Neste sentido, buscar alinhar as ações e capacidade de mobilização de forma a que os movimentos tenham mais força e maior impacto. Construir uma agenda unitária de lutas e atividades até o fim do ano.

– Articular com as diversas Frentes Parlamentares a realização de eventos em todas as Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais em defesa dos serviços públicos, das empresas públicas e estatais, do Brasil e dos trabalhadores e trabalhadoras.

– Articular a aprovação nas Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais de moções dirigidas aos deputados federais e senadores em defesa dos serviços públicos, das empresas públicas e estatais, do Brasil e dos trabalhadores e trabalhadoras, em especial contra a MP 905, PECs 186, 187 e 188, a reforma administrativa e as privatizações.

– Articular uma estratégia de ação unitária no campo jurídico em relação aos projetos contrários aos interesses desta ampla frente sindical em defesa dos serviços públicos, das empresas públicas e estatais, do Brasil e dos trabalhadores e trabalhadoras.

– Posicionar-se contra a PEC que prevê a redução da jornada e redução proporcional de salários e subsídios, e todas as medidas em tramitação contra os interesses soberanos do Brasil e dos trabalhadores e trabalhadoras.

– Realizar de 2 a 6 de dezembro 2019, uma semana de agitação e panfletagem na contra a MP 905, as PECs 186, 187 e 188 e o Pacote de ajustes do Guedes.

– Realizar em 12 de fevereiro uma atividade no Auditório Nereu Ramos da Câmara dos Deputados.

– Reforçar o dia 8 de março, dia internacional das mulheres.

– Indicar o dia 18 de março como uma data nacional de paralisação, mobilização, protestos e greves.

– Indicação às centrais sindicais da necessidade de discussão de greve geral no pais.

Luciano Beregeno, da Fenajufe

28 de novembro de 2019

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