29 de novembro de 2019

Coordenador Geral do Sindjus-AL destaca que GLO e excludente de ilicitude vão aumentar a opressão sobre os trabalhadores

Com medo dos protestos, tendo em vista as duras medidas e reformas aplicadas, o governo Bolsonaro enviou ao Congresso um projeto de lei que garante o chamado excludente de ilicitude a agentes de segurança pública em operações da Garantia de Lei e da Ordem (GLO). As GLOs são operações de segurança autorizadas pelo governo, que inclui a participação de militares das Forças Armadas e agentes da Polícia Federal.  A medida isenta de punição os agentes que cometerem “excessos”, em situações classificadas como de “escusável medo, surpresa ou violenta emoção”.

O coordenador Geral do Sindjus-AL, Paulo Falcão, destaca que “a GLO e o excludente de ilicitude, propostos pelo governo Bolsonaro, são medidas autoritárias do aparato estatal que vão aumentar a exploração e a opressão capitalista sobre a classe trabalhadora, a juventude e os pobres que lutam contra a política de austeridade fiscal implementada no Brasil por todos os governos de plantão para atender os interesses da burguesia nacional e internacional, principalmente, os do capital financeiro”.

“Nesse momento de ascenso da luta de classe na América Latina, a exemplo do Equador, Bolívia e Chile, esses instrumentos de repressão capitalistas vão resultar em mais mortes autorizadas e praticadas pelo Estado contra todas as manifestações políticas e sociais contrárias a esse modo de produção e espoliação e, por isso, precisa ser denunciado e combatido com veemência por todos que lutam por uma sociedade verdadeiramente justa e de fato igualitária”, disse o sindicalista.

De acordo com Paulo Falcão, “lutar não é crime, e os protestos são reações naturais e necessárias de toda a população que sofre os efeitos da reforma trabalhista e da ampliação da lei das terceirizações que não geraram os empregos prometidos, bem como dos trabalhadores que não vão conseguir se aposentar com as novas regras da reforma da previdência.  Além disso, o conjunto da sociedade vai sofrer muito com a ausência de políticas públicas em todas as áreas sociais, principalmente na saúde, educação, segurança e justiça que estão sendo sucateadas com o congelamento dos gastos públicos através da EC 95/2016 e das recentes PECs 186/19, 187/19 e 189/19 encaminhadas ao Congresso Nacional, que vão precarizar ainda mais a prestação dos serviços  públicos e retirar direitos dos servidores públicos, prejudicando sobretudo o atendimento da população mais carente”, alerta.

“Organizar e unificar a luta sindical é a resposta que daremos nas greves e nas ruas contra todos esses ataques aos direitos da classe trabalhadora”, finaliza Paulo Falcão.

 

29 de novembro de 2019

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