8 de outubro de 2019

Congresso da CSP-Conlutas ratifica a necessidade de uma frente única para lutar contra a política do governo de ultradireita

O 4º Congresso Nacional da CSP-Conlutas concluiu os trabalhos no domingo (06), aprovando A resoluções que ratificam a necessidade de uma frente única para lutar e derrotar nas ruas e nas lutas a política do governo de ultradireita e ultraconservador de Bolsonaro/Mourão e seus ataques aos trabalhadores, às liberdades democráticas, ao meio ambiente, aos povos indígenas, aos quilombos, aos pobres e LGBTs.

Nos três dias de debates, foram apresentadas propostas de resoluções que apontaram para a necessidade da unidade dos trabalhadores e de realização de um encontro nacional de lutadores.

Ainda segundo a resolução, “o caminho para derrotar Bolsonaro não é desmontando e segurando as lutas; aceitando negociar a retirada de direitos e privatizações no Congresso, compondo Frentes Amplas, eleitorais e de colaboração para 2020 e 2022. Mas sim, unificar os setores em luta e as lutas é fundamental. A construção da Greve Geral segue sendo uma necessidade”.

O Congresso da CSP-Conlutas reuniu delegações de 24 estados, 2.284 participantes de diversas categorias de todo o país, sendo 1.591 delegados, 234 observadores, 59 convidados e 61 delegações internacionais. Petroleiros, trabalhadores da educação universitária e básica, saúde, químicos, metalúrgicos, bancários, operários da construção civil, servidores públicos das três esferas, sindicatos, como o Sindjus-AL, que foi representado pelo coordenador Geral, Paulo Falcão, marcaram presença no Congresso.

Os Congressistas deliberaram ainda que a Central deve manter total independência e não participar de fóruns em defesa do projetos frente-populistas e de conciliação de classes, que impuseram derrotas aos trabalhadores. A resolução orienta que a CSP-Conlutas deve se empenhar na construção de frentes e espaços de unidade de ação para lutar em defesa dos direitos e reivindicações dos trabalhadores.

O 4° Congresso da CSP-Conlutas saiu com a aprovação de um amplo plano de ação para o próximo período. Foi ainda reafirmado o perfil classista, sindical e popular da Central, a democracia operária e o trabalho pela base.

Os congressistas da CSP-Conlutas votaram estar com os trabalhadores e o povo venezuelano para colocar fora a ditadura de Maduro. Contudo, não reconhecem a oposição de direita de Juán Guaidó e são frontalmente contrários a qualquer intervenção militar imperialista na Venezuela.

 

Três dias

No primeiro dia do Congresso, ocorreu a abertura que saudou as centrais sindicais e as organizações de esquerda. A Mesa de Conjuntura permitiu um amplo debate, possibilitando analisar o momento atual.

No segundo dia, o painel internacional tratou das lutas mundiais e das lutas dos trabalhadores, da Palestina, Hong Kong, América Latina, entre outros. Os delegados aprovaram as resoluções sobre as conjunturas nacional e internacional, que nortearão as lutas da classe trabalhadora. No terceiro dia, os grupos discutiram políticas setoriais, nas diversas frentes de atuação da Central. Os focos dos grupos de trabalho foram os desafios dos movimentos sindical e popular. Houve ato público em defesa do meio ambiente, dos povos quilombolas e indígenas.

 

8 de outubro de 2019

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