17 de julho de 2019

Entidades denunciam o risco de caos com os empréstimos do Governo de Alagoas

O 17 de Julho de 1997 foi relembrado pelo Núcleo Alagoano da Auditoria Cidadã da Dívida e sindicatos no ato público com panfletagem que denunciou o possível caos social que Alagoas está sendo direcionada igualmente na década de 90, caso o governo do Estado continue com a política de endividamentos.

O professor José Menezes do Núcleo Alagoano revela que o governador Renan Filho fez empréstimos de R$ 620 milhões do Banco do Brasil no ano passado, realizou a renúncia fiscal de R$ 760 milhões, deixou de reivindicar cerca de R$ 4 bilhões da Lei Kandir e está em operação o empréstimo externo de R$ 700 milhões neste ano.

O coordenador Geral do Sindjus-AL, Paulo Falcão, relata que é importante o resgate histórico do 17 de Julho de 1997 (oito meses de atrasos de salários dos servidores e manifestações que culminaram com a derrubada do Suruagy), o governo pagou R$ 7,3 bilhões em 2014, e ainda deve 10,5 bilhões.“Fazemos o alerta para que essa situação não se repita na atualidade em face do novo processo de endividamento que o Estado de Alagoas desenvolve desde 1988, quando se pegou de empréstimos 2,3 bilhões de reais, é já se pagou 7,3 bilhões, mesmo assim se deve mais de 10 bilhões.

O sindicalista destaca que as entidades sindicais e o Núcleo Alagoas da Auditoria Cidadã da Dívida vêm a público levar o conhecimento da problemática de endividamento do Estado à população, buscando evitar que novo caos financeiro se instale novamente com o atraso no pagamento de salários, fechamento das empresas públicas e piora na prestação de serviços públicos: Saúde, Educação e Segurança.

“É necessária a auditoria cidadã da dívida pública para que a sociedade possa cobrar das autoridades estaduais que o destino da arrecadação seja para todos os serviços públicos e atendimento das necessidades da população, como a realização de concurso público, a reposição inflacionária dos servidores públicos, o pagamento das aposentadorias e outros investimentos da rede de proteção do Estado de Alagoas.

Na mobilização, as entidades reivindicaram a auditoria da dívida de Alagoas já; reposição da inflação para os servidores; contra a proposta de teto dos gastos no Estado; realização de concurso público; em defesa da Previdência Pública e contra o aumento da alíquota previdenciária; em defesa dos serviços públicos, em especial, o SUS e Contra as renúncias fiscais.

Participaram do ato o Núcleo Alagoano da Auditoria Cidadã da Dívida, Sindicato do Fisco da Alagoas – Sindifisco, Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário Federal em Alagoas – Sindjus-AL, Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas – Sindpol, Sindicato dos Trabalhadores da Uncisal – Sinduncisal, Sindicato dos Petroleiros, Químicos e Petroquímicos – Sindipetro AL/SE, Sindicato dos Servidores Públicos Federais da Educação Básica e Profissional no Estado de Alagoas – Sintietfal, Sindicato dos trabalhadores da Saúde, Previdência, Seguro Social e Assistência Social de Alagoas – Sindprev-AL, Associação dos Docentes da Uncisal – Aduncisal, Sindicato dos Trabalhadores dos Conselhos de Alagoas –  Sincoal e Frente Estadual em Defesa do SUS.

 

17 de julho de 2019

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