22 de maio de 2019

Mortes no trabalho aumentam após Reforma Trabalhista

Pela primeira vez desde 2013, o número de mortes causadas por acidentes de trabalho voltou a crescer no Brasil. Em 2018, de acordo com dados do MPT (Ministério Público Federal), 2.022 trabalhadores perderam a vida enquanto trabalhavam ou se dirigiam ao serviço. Foram 30 a mais em relação ao ano anterior.

O Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho, mantido pelo MPT, apresenta os números relacionados a acidentes de trabalho registrados a partir de 2012. Naquele ano, 2.561 trabalhadores haviam morrido no serviço ou a caminho dele. Em 2013, esse número subiu para 2.675 – 114 mortes a mais. Desde então, havia uma tendência de queda, ano a ano.

O presidente da ANPT (Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho), o procurador Ângelo da Costa, atribui à Reforma Trabalhista, aprovada em 2017, o avanço desses números tenebrosos. A reforma aprovada pelo governo Temer alterou mais de 100 artigos da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), flexibilizou jornada, condições de trabalho e ampliou a terceirização, fatores que têm relação direta com acidentes, doenças e mortes no trabalho. A mesma reforma também limita o valor de indenizações pagas por empresas a famílias de trabalhadores mortos, induzindo a uma redução no investimento em segurança, segundo Costa.

“A reforma limitou em até 50 salários o valor da indenização paga pela morte de um trabalhador. Empresas podem deixar de investir na segurança do trabalho, pois sabem que, em caso de acidentes, pagarão um valor tabelado se forem condenadas na Justiça.”, disse em entrevista ao portal UOL.

 

22 de maio de 2019

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *