3 de dezembro de 2018

Abertura e painel de Conjuntura marcam o primeiro dia do 5º Congresjus

O Sindjus-AL realizou a solenidade de abertura do 5º Congresso Estadual dos Servidores do Poder Judiciário Federal (Congrejus) e o painel sobre conjuntura na sexta-feira (30). O evento contou com a presença de lideranças sindicais, como do Sindpol, Sindjufe-SE, da CSP-Conlutas e Fenajufe.

Na solenidade, o presidente do Sindpol, Ricardo Nazário, destacou que uma das metas da diretoria do Sindpol é a união com todos os sindicatos, tendo em vista a conjuntura nacional e internacional e os ataques aos direitos de todos os servidores públicos, citando, como exemplo, a reforma da Previdência.

O coordenador Geral do Sindjus-AL, Marcus Robson, revelou que é um momento difícil para os trabalhadores. “Há uma ofensiva programada. Desde 2008, que se vive uma crise sistêmica do Capital. Esse tipo de crise abala a relação do trabalho. Nesse Congresso, vamos discutir quais os instrumentos de luta que teremos para embasar nossa luta e sair fortalecidos em um momento de supressão de direitos”, enfatizou.

O coordenador Geral do Sindjuf/SE, Gilberto Oliveira Melo, focou a questão do retorno financeiro que a categoria, principalmente, os mais jovens apenas visualizam no Sindicato, os quais não se preocupam com a consciência política. “O Congresso é importante espaço para debatermos como vamos trazer esses trabalhadores para o sindicato”.

 

Análise da Conjuntura

Após a solenidade, Saulo Costa Arcangeli iniciou o Painel: Análise de Conjuntura, destacando que o momento reflete uma crise do sistema capitalista, a qual se iniciou em 2007, e a solução do Capital é atacar os direitos da classe trabalhadora. “É o mesmo cenário que acontece na Europa e na América, através de reformas e ajustes fiscais. Os capitalistas querem mais lucros, querem sugar os sangues dos trabalhadores. Na França, os trabalhadores lutam contra o reajuste dos combustíveis, como também ocorreu no Brasil. Na Argentina, foi implantada a reforma da Previdência mesmo com a realização de várias greves gerais daquele país.  O Governo da Colômbia que aprovar a reforma tributária. Portugal e Espanha também enfrentam a crise”, disse.

“Para amenizar a crise, Dilma deu crédito, reduziu o IPI, concedeu a desoneração na folha de pagamento. Para se eleger, ela apareceu com um discurso mais para esquerda, mas, assim que se elegeu, editou duas medidas provisórias retirando direitos, como das pensionistas. Criou regras para impedir o seguro desemprego. O Temer conseguiu tirar a Dilma do poder para aprofundar os ataques. Aprovou a Emenda Constitucional 95, que congela os gastos públicos por 20 anos, a reforma Trabalhista e a terceirização ampla”.

O sindicalista também ressaltou as importantes mobilizações, como o Dia Internacional de 8 de março e a greve geral de 28 de abril, que resultaram no recuou do governo com a reforma da Previdência. Em maio, mais de 100 mil pessoas protestaram em Brasília. A reforma Trabalhista foi aprovada. Mais de 100 direitos são retirados, com a prevalência do negociado sobre o legislado. “Se o trabalhador acessar a Justiça do trabalho tem que pagar custas, honorários e pode levar multa. Já entra na Justiça quase devendo. Impedindo-o de Justiça do Trabalho.

“O novo governo eleito ameaça de extinção o Ministério do Trabalho.  Está na pauta a quebra da estabilidade do servidor público, o fim das gratificações e das progressões automáticas, e a ameaça de retirar as consignações diretas na folha de pagamento e prorrogação do reajuste dos servidores públicos. Diz que não vai existir ativismo. A pauta é para nos atacar cada vez mais”.

O sindicalista afirma que a CSP-Conlutas teve papel importante para convocar a categoria à luta. “Nunca recuamos. Temos que fazer uma unidade para garantir direitos, avançar nos direitos, revogar a EC 95, o direito de greve, direito de mobilização, contra a lei antiterrorista contra os sindicalistas, enfrentamento da Escola Sem Partido”, informa.

“Enfrentamos uma agenda radical contra os trabalhadores e os serviços públicos, marcada pela EC 95, a reforma trabalhista, a terceirização irrestrita, a ameaça de extinção da Justiça do Trabalho, de estabilidade dos servidores e pelo desmonte da previdência pública. Essa agenda do governo federal será intensificada em 2019, inclusive com indicativos de ataques à própria atividade sindical”.

3 de dezembro de 2018

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